quarta-feira, 29 de julho de 2009

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A Kaizen cresce mais no governo do que esperava


No final de 2008, Alexandre Picchi Neves achava que a Kaizen conseguiria pelo menos 30% da receita com o governo. Mas ele reviu os números recentemente: por causa da crise e das eleições em 2010, a Kaizen deve obter uma porcentagem maior com o governo em 2009.
Alexandre ganhou licitações no Metrô de São Paulo, na Secretaria de Educação de São Paulo e na Prefeitura de São Bernardo de Campo. Todos compraram serviços associados à informática. Depois dessa experiência, em março, Alexandre montou um escritório em Brasília, onde os funcionários devem participar de concorrências em que órgãos do governo vão comprar gestão de conteúdo e documentos (ECM) e gestão de processos (BPM).
Quanto às empresas privadas: elas reduziram o orçamento de TI para 2009, diz Alexandre, e mesmo assim só gastaram 30% do orçamento no primeiro semestre. Para essas empresas, Alexandre montou um portfólio de serviços para ajudar o CIO a melhorar o sistema SAP já instalado. "As empresas precisam aperfeiçoar processos para reduzir os custos."
No segundo semestre, as empresas privadas devem gastar os 70% restantes do orçamento, mas elas só vão gastar com projetos de retorno bom. Por causa disso, Alexandre coordenou uma série de reformas na Kaizen: consolidou servidores, instalou controle automático do fluxo de tarefas, contratou mais programadores. A ideia é fazer a Kaizen entregar os serviços com custo o mais baixo possível — e bem depressa. "Quando as empresas resolvem gastar", diz Alexandre, "elas querem tudo para o dia seguinte, pois querem recuperar o tempo perdido."